A permanência do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, tornou-se alvo de intensas discussões nos bastidores do governo federal nesta semana. A pressão política contra o chefe da pasta cresceu após a Polícia Federal realizar operações que atingiram aliados próximos ao presidente, incluindo o senador Jaques Wagner e Fabio Luís Lula da Silva.
Dentro do PT, a insatisfação com o ministro se agravou porque as ações policiais ocorreram em um período estratégico de ano eleitoral. Jaques Wagner, que foi o principal articulador da nomeação de Wellington para o cargo, acabou perdendo sua função de liderança no Senado logo após as diligências em seus endereços.
Além das críticas partidárias, o ministro enfrenta resistência interna na própria Polícia Federal. Setores da corporação demonstram descontentamento com a gestão da pasta, classificando a postura do ministro como pouco incisiva na defesa institucional do órgão diante dos recentes episódios.
O cenário atual repete instabilidades vividas pelo ministro em gestões anteriores, quando sua passagem pelo Ministério da Justiça no governo Dilma foi interrompida por decisões judiciais. Agora, a continuidade de Wellington no primeiro escalão é questionada tanto pela falta de apoio na Esplanada quanto pelo desgaste gerado pelas investigações contra figuras centrais do governo.