Um montante de R$ 40 milhões destinado à construção de 308 moradias populares em Jaraguá do Sul permanece sem uso em uma conta da Caixa Econômica Federal há dois anos. O recurso, liberado pelo governo federal, poderia ter rendido cerca de R$ 12 milhões em juros no período, valor suficiente para erguer outras 30 unidades habitacionais.
A responsabilidade pela elaboração dos projetos técnicos foi transferida pela Prefeitura de Jaraguá do Sul ao Consórcio Intermunicipal da Gestão Pública do Vale do Itapocu (Cigamvali). De acordo com o engenheiro Guilherme Ohlweiller, o plano original precisou ser refeito após estudos de solo indicarem que a movimentação de terra necessária tornaria a obra inviável financeiramente.
O novo projeto, que prevê prédios residenciais e novos acessos internos, já recebeu o aval do Comcidade. Atualmente, as equipes trabalham no detalhamento de etapas complementares, como pavimentação, drenagem e redes de energia e água. A expectativa do consórcio é que toda a documentação esteja finalizada até novembro para o encaminhamento da aprovação final.
A demora na execução do loteamento tem sido alvo de críticas no Legislativo municipal. O vereador Luis Fernando Almeida (MDB) manifestou preocupação de que as alterações constantes nas propostas e a lentidão administrativa atrasem ainda mais o início das obras, prejudicando as famílias que aguardam pelas unidades habitacionais.