A temperatura média da superfície dos oceanos atingiu a marca histórica de 21,1°C no último sábado (22), estabelecendo um novo recorde global de calor. O índice foi monitorado pelo serviço Copernicus, da União Europeia, e reflete os impactos climáticos sentidos em diversas regiões, incluindo o litoral de Santa Catarina.
O registro atual supera levemente a marca anterior de 21,09°C, que havia sido estabelecida recentemente, em março de 2024. Especialistas apontam que o fenômeno é impulsionado pelo avanço do El Niño somado ao aquecimento de longo prazo provocado pelas atividades humanas.
Esta é a maior temperatura oceânica documentada desde o início da série histórica monitorada por satélites, iniciada em 1979. Embora a base de dados do órgão europeu exista desde a década de 1940, os registros tornaram-se mais precisos e confiáveis apenas nas últimas quatro décadas.
A tendência de aquecimento das águas deve intensificar anomalias climáticas em escala global nos próximos anos. De acordo com os dados científicos, os efeitos do El Niño podem gerar novos picos de temperatura e desequilíbrios ambientais previstos para o segundo semestre de 2026 e ao longo de 2027.