O caminhoneiro Gabriel Allan Rodrigues, de 20 anos, enfrentou o ceticismo da empresa onde trabalha em Jaraguá do Sul antes de ser contratado. Devido à sua aparência jovial, o recrutador da transportadora chegou a acreditar que a candidatura para a vaga de motorista se tratava de um trote.
A desconfiança começou pela foto de perfil no aplicativo de mensagens e persistiu durante o contato telefônico, quando o avaliador pensou que a voz era de uma criança. O representante da empresa relatou que só teve certeza da seriedade do candidato após os testes práticos, nos quais o jovem demonstrou habilidade na condução do veículo.
Natural de Mafra e morando sozinho desde os 18 anos, Gabriel iniciou sua trajetória no setor logístico como ajudante de carga e descarga. Após obter a habilitação necessária e passar pelo processo seletivo, ele atua como motorista profissional na unidade de Jaraguá do Sul há cerca de um mês.
A história do profissional ganhou repercussão nacional após ele ser abordado pela Polícia Militar de Santa Catarina. Na ocasião, os agentes pararam o caminhão por suspeitarem que um menor de idade estivesse ao volante, fato que o jovem encara como parte dos desafios de sua característica física.