O número de trabalhadores que utilizam motocicletas para serviços de aplicativos em todo o Brasil saltou de 211 mil para 405 mil entre 2022 e 2025. Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (4) pelo IBGE, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
O levantamento aponta que o rendimento médio mensal desses profissionais ficou em R$ 2.221 no último ano, já descontados gastos operacionais como o combustível. A jornada de trabalho para quem atua via plataformas é mais extensa, atingindo uma média de 44,9 horas semanais, superando a carga horária de motociclistas que não utilizam aplicativos.
Apesar da expansão da categoria, a cobertura previdenciária permanece baixa, com apenas 19,4% dos motociclistas de aplicativos contribuindo para o sistema oficial. O índice de proteção é significativamente menor do que a média do setor privado, o que gera preocupação devido aos riscos de acidentes inerentes à profissão.
Além do setor de duas rodas, o estudo do IBGE também registrou um crescimento no volume de motoristas de automóveis que atuam por plataformas digitais. Em 2025, esse grupo alcançou a marca de 905 mil pessoas em atividade no território nacional.