Uma expedição científica internacional realizada em águas brasileiras identificou 31 novas espécies marinhas em apenas 14 dias de navegação. O anúncio da descoberta ocorreu após o navio Falkor (too) percorrer o trajeto entre Salvador e o Atlântico Sul, passando pela costa de Santa Catarina e outras regiões do país.
O grupo de pesquisadores, formado por cerca de 20 especialistas de países como Brasil, Estados Unidos, Japão e Austrália, concentrou os trabalhos em uma área pouco explorada do oceano. As buscas focaram na zona de transição entre a superfície iluminada e as profundezas do mar, revelando uma biodiversidade até então desconhecida.
Entre os animais catalogados estão nove variedades de águas-vivas, sete tipos de sifonóforos e diferentes espécies de vermes translúcidos. Os cientistas também registraram a presença de xenofióforos gigantes, que são organismos compostos por uma única célula, mas que podem ser vistos sem o auxílio de equipamentos.
A missão foi coordenada pelo Schmidt Ocean Institute e reforça a importância da pesquisa em águas profundas para o mapeamento da vida marinha nacional. Os dados coletados durante as duas semanas de expedição ajudam a preencher lacunas sobre o ecossistema do Brasil Profundo.