O Brasil deve enfrentar ao menos seis ondas de calor intensas até o mês de dezembro de 2026, conforme aponta um levantamento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). A análise baseia-se na influência do fenômeno Super El Niño, que tem potencial para elevar as temperaturas de forma extrema em diversas regiões do país.
De acordo com os especialistas, o cenário é preocupante devido ao risco de agravamento da seca, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Além da estiagem prolongada, a baixa umidade e o calor excessivo aumentam consideravelmente as chances de incêndios florestais em áreas vulneráveis.
Embora o histórico aponte para seis episódios de calor extremo, o monitoramento indica que esse número pode ser ainda maior nos próximos anos. Enquanto o país se prepara para o aquecimento a longo prazo, Santa Catarina e outros estados do Sul ainda monitoram a passagem de massas de ar polar e o risco de temporais e microexplosões.