Guaramirim, no Norte de Santa Catarina, registrou 764 ocorrĂȘncias de violĂȘncia contra a mulher entre 1Âș de janeiro de 2025 e 31 de agosto de 2026. Os dados, que abrangem o recorte do Norte Catarinense, revelam a dimensĂŁo do problema na regiĂŁo.
Nacionalmente, mais de 4,4 milhĂ”es de mulheres com deficiĂȘncia foram vĂtimas de violĂȘncia domĂ©stica ou familiar, o que representa 38% desse grupo. Esse percentual Ă© superior aos 25% observados entre mulheres sem deficiĂȘncia, conforme o Mapa Nacional da ViolĂȘncia de GĂȘnero.
A violĂȘncia frequentemente se inicia na juventude, com 36% das vĂtimas com deficiĂȘncia sofrendo a primeira agressĂŁo antes dos 19 anos. Em 65% dos casos mais graves, os agressores eram maridos ou companheiros. A violĂȘncia psicolĂłgica foi relatada em 88% dos casos, seguida pela moral (82%) e fĂsica (80%).
Em JaraguĂĄ do Sul, tambĂ©m no Norte catarinense, foram contabilizados 2.289 registros de violĂȘncia domĂ©stica contra a mulher no mesmo perĂodo, conforme a Lei Maria da Penha. Isso representa uma mĂ©dia de 3,8 ocorrĂȘncias por dia, com a idade mĂ©dia das vĂtimas sendo de 36,3 anos.
Os registros de violĂȘncia nos fins de semana representam 36,7% do total em JaraguĂĄ do Sul. Apesar dos nĂșmeros, o painel tambĂ©m indicou uma tendĂȘncia de queda de 11,4% no perĂodo analisado.