Jaraguá do Sul registrou, nesta semana, a preocupação de representantes da indústria e de senadores catarinenses com a aprovação da nova escala de trabalho 5x2, que substitui a anterior 6x1. A mudança, debatida no Congresso Nacional, gerou alertas sobre possíveis impactos negativos na economia local e estadual.
Célio Bayer, vice-presidente da FIESC para a região de Jaraguá do Sul, expressou temores de demissões, aumento da inflação e elevação dos custos operacionais para as empresas. Ele destacou que as pequenas empresas seriam as mais afetadas por essa alteração na jornada de trabalho.
Os senadores catarinenses Espiridião Amin (PP) e Jorge Seif (PL), apesar de terem votado a favor da nova escala, manifestaram na tribuna suas ressalvas. Ambos alertaram para os riscos e prejuízos que a medida pode trazer para os empresários de Santa Catarina e do Brasil.
A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) já havia defendido que o debate sobre a redução da jornada de trabalho deveria ser técnico e sem influências políticas. A entidade alertou que a perda da prerrogativa de manter a jornada de 44 horas semanais pode ameaçar a continuidade de setores industriais, especialmente em um cenário de competição com países de maior produtividade.
Projeções da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que uma redução compulsória da jornada sem ganhos de produtividade poderia gerar um impacto negativo de R$ 76 bilhões no PIB brasileiro. O estudo aponta que a medida pressionaria os custos operacionais, resultando em um aumento estimado de 6,2%.